Resenha: A Filha do Rei do Pântano - Karen Dionne

sábado, 25 de janeiro de 2020

Título: A Filha do Rei do Pântano
Autora: Karen Dionne
Classificação: 3.9 [Skoob]
Páginas: 266
Editora: Verus
Gênero: Thriller Psicológico
Helena Pelletier tem uma vida tranquila na Península Superior com seu marido e duas filhas. Mas às vezes os demônios do passado voltam a assombrar. Sua mãe foi raptada por um homem quando pequena e foi feita refém, ninguém a viu por 14 anos. E nesses longos 168 meses, Helena nasce e ama a vida que tem no Pântano.
Mas eu amava minha vida no pântano e fiquei arrasada quando tudo desmoronou. Eu fui a razão de tudo ter desmoronado, claro, mas não entendi bem o papel que desempenha naquilo até muito mais tarde. E, se soubesse então o que sei agora, as coisas teriam sido bastante diferentes. Eu não teria adorado meu pai. Mas desconfio de que ainda teria amado caçar e pescar.
 

Com o tempo Helena pôde testemunhar um lado de seu pai que a fazia se questionar, se era assim que os pais tratavam a sua família. Até conhecer o lado mais sádico e selvagem do homem que amava.
Vinte ano depois, após construir muros para esquecer o passado, algo inesperado acontece, seu pai escapou da prisão e está desaparecido. A polícia o procura, mas Helena sabe o quão ardiloso é o homem que a criou e só tem uma pessoa treinada o suficiente para ir até ele, e essa pessoa é ela.

O livro tem capítulos bem distribuídos, porém, há mais detalhes que diálogos. Temos partes em que Helena conta como foi sua vida no pântano e partes em que estamos com ela nessa busca pelo pai, mas senti falta de diálogo em certos momentos. Isso não deixa o livro tedioso, claro, mas o deixa um pouco arrastado, pois é preciso entender o lado da garotinha que idolatrava o pai até perceber o quão horrendo ele pode ser.
As cicatrizes clarearam com o tempo, mas, se você souber onde olhar, ainda poderá ler a palavra “JÁ” na parte interna do meu braço direito.
As cicatrizes que meu pai deixou em minha mãe, claro, foram muito mais profundas.
Foi uma leitura diferente, pois não havia lido nada que mostrasse o lado do fruto de um estupro e foi importante perceber a desconstrução de idolatria que Helena sentia perante o pai. Me senti conectada com Helena em certos momentos do livro, e fascinada em como uma criança conseguiu desenvolver um papel importante em sua trajetória. Mas foi um livro que em certos momentos me fez pensar se realmente valia a pena continuar, pois não estou acostumada com uma leitura arrastada do início ao fim. Porém valeu a pena ter dado uma oportunidade a essa leitura.

Resenha da Colaboradora - Natasha Cristina, estudante de Psicologia. Ama livros, Thrillers Psicológicos e How I Meet Your Mother. Atualmente uma escritora sem data de ascensão.

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