Resenha: Um Sopro de Neve e Cinzas [Outlander #06] - Diana Gabaldon

quarta-feira, 10 de outubro de 2018


Título: Um Sopro de Neve e Cinzas
Autora: Diana Gabaldon
Classificação: 4.6 [Skoob]
Páginas: 1.168
Editora: Arqueiro
Gênero: Fantasia, Romance Histórico


James Fraser tem feito de tudo para que a Cordilheira dos Frasers prospere e siga em paz, mas tem sido tempos difíceis por todos os lados nas colônias. Claire, sua esposa, é do futuro e sempre lhe conta algumas coisas que irão acontecer em breve, porém se uma mulher pode viajar no tempo, será que ela tem o poder de fazer alguma modificação no passado?

Claire foi para o passado e lá conheceu James Fraser com quem se casou. Quando a Batalha de Culloden estava em seu ápice ele a fez voltar para o futuro pois a mesma se encontrava grávida, depois de 20 anos ela decide procurar notícias sobre James, ela acreditava que ele havia morrido na Batalha de Culloden, mas ela descobre que ele morreu na Carolina do Norte com sua esposa, sua casa foi queimada. E em Um Sopro de Neve e Cinzas Claire se encontra com James justamente na Carolina do Norte e a data da morte de ambos se aproxima.


Uma casa pelas redondezas foi queimada com sua família dentro e essa notícia começa a se espalhar pela Carolina do Norte, com o falatório a respeito se descobre que essa não foi a primeira casa a sofrer com isso, a busca por esses criminosos começa a crescer, assim como a apreensão de Claire, será que aquela notícia que ela leu irá se concretizar?
- Nós temos fantasmas suficientes entres nós, Sassenach. Se os males do passado não podem nos deter... tampouco quaisquer temores em relação ao futuro irão fazê-lo. Precisamos simplesmente deixar as coisas para trás e seguir em frente. Não é? ~Claire e Jamie
Diana Gabaldon tem o dom de envolver o leitor em sua trama e esse não quer mais sair do universo criado. Outlander tem uma grande gama de personagens, as vezes nos apegamos por alguns que depois somem, mas ela sempre mantém seu núcleo. Nos últimos livros lançados no Brasil da série temos mais de um narrador, começamos a série com Claire narrando, tivemos alguns vislumbres de Jamie e agora temos também Brianna e Roger. Me agrada isso, porque a obra foi ganhando mais personagens a cada livro e ver outras perspectivas é maravilhoso.

Os conflitos que eram mais focados em Claire e Jamie agora também vão para o casal Brianna e Roger, esse casal que aprendi a amar conforme foi passando o tempo, as vezes me pego pensando o que o futuro reservou para eles, esse casal já passou por tantas provações e ainda tem que superar muitas coisas para o seu "final feliz" e também me pergunto em qual época será o final deles. No final de A Cruz de Fogo um personagem muito querido voltou, todavia ele voltou cheio de segredos e eu estou muito curiosa com o que aconteceu com ele esse tempo em que ele esteve fora da Cordilheira dos Frasers.
- Tudo que eu quero é que você me ame - disse ela baixinho para a escuridão. - Não por causa do que eu sei fazer ou da minha aparência, nem porque eu amo você... pelo simples fato de eu ser.
- Um amor perfeito, incondicional? - indagou ele baixinho. - Alguns diriam que só Deus ama assim... mas eu posso tentar.
- Ah, eu tenho fé em você. ~Brianna e Roger
Os livros da Série Outlander são obras extensas e densas, não é fácil acompanhar a narrativa de Diana, as vezes ela fala muito a respeito do momento histórico em que o livro se passa e isso deixa a leitura mais lenta e cansativa, a Arqueiro decidiu por não dividir o livro Um Sopro de Neve e Cinzas em partes, esse livro tem mais de 1.100 páginas. Sou suspeita ao falar de Outlander, mas se você gosta de histórias longas e envolventes não pode deixar de conferir essa série.

O tempo é uma das muitas coisas que se diz que Deus é.
 Há o fato de ser sempre preexistente, e o fato de não ter fim. Há o conceito de ser todo-poderoso... pois nada pode resistir ao tempo, certo? Nem montanhas, nem exércitos.
 E o tempo, claro, cura tudo. Basta dar tempo suficiente a qualquer coisa e tudo se resolve: toda a dor e contida, toda a dificuldade apagada, toda a perda absorvida.
 Das cinzas às cinzas, do pó ao pó.
Lembra-te, homem, de que tu és pó, e ao pó voltaras.
 E, se o Tempo se parece com Deus, imagino que a Memória deva ser o Diabo.

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