Resenha: A Prisão do Rei [Red Queen #3] - Victoria Aveyard

sexta-feira, 28 de abril de 2017


Título: A Prisão do Rei (Red Queen #3)
Autor(a): Victoria Aveyard
Classificação: 4.2 [Skoob]
Páginas: 552
Editora: Seguinte
Gênero: Fantasia, Distopia, Young Adult

"Eles estão prestes a me ver morrer? A coleira diz que não. Porque se dar ao trabalho desse espetáculo se vai simplesmente me matar? Outra pessoa poderia sentir alívio, mas minhas entranhas gelam de pavor. Ele não vai me matar. Não. Sinto isso em seu toque, Seus dedos longos e pálidos ainda apertam meu punho, enquanto sua outra mão segura a coleira. Mesmo agora, quando sou dolorosamente sua, Maven não vai me soltar. Eu preferia a morte a esta jaula, a obsessão perversa de um jovem rei insano."

Na continuação se sua série de fantasia que ganhou o mundo, Victoria Aveyard nos leva de volta ao seu mundo em guerra dividido pela opressão que os Vermelhos sofrem dos Prateados, mas agora um novo grupo tem surgido e se aliado a Guarda Escarlate, na tentativa de combater o regime implantado e derrubar o rei Maven, que mantém Mare, uma das peças mais importantes da rebelião, cativa em seu palácio na capital.



No livro anterior, Mare foi capturada/se entregou a Maven na tentativa de salvar Cal e os integrantes da Guarda Escarlate, desde então ela vem sendo mantida presa, privada de seus poderes, contatos e fazendo somente o que agrada ao rei menino. Sem qualquer expectativa, ela vê os dias e meses passando e aguardando o momento de sua derradeira morte e ao mesmo tempo que quer ser resgatada, ela torce para que seus amigos não tentem a besteira de fazê-lo e arriscar tudo que conquistaram com a rebelião. Enquanto isso a Guarda Escarlate monta o seu cerco, tentando reunir mais membros e tomar outras partes da cidade, deixando a nobreza prateada cada vez mais preocupada e Maven cada vez mais furioso, novas medidas para atormentar o povo estão sendo implantadas e as novas ideias do rei prateado podem fazer a Guarda recuar com a nova imagem que eles tentam pintar. Nesse cenário de guerra e rebelião, veremos Cal tentando ajudar a Guarda, enquanto faz o impossível para resgatar Mare, antes que ela se torne somente o fantasma do que já foi depois de toda a tortura de Maven.

A ansiedade por esse livro foi implacável, mesmo tendo achado Espada de Vidro muito arrastado, o final foi arrasador quando Mare foi capturada, e com a narrativa tão cativante de Victoria eu mal podia esperar por esse lançamento. Confesso que rolou um certo medo, as opiniões muito diversificadas e o que eu sabia que a autora ia abordar nesse volume após ter pego spoilers me deixaram apreensiva, mas finalmente tomei coragem, engoli o livro e depois fiquei com uma ressaca que me fez enrolar pra escrever essa resenha. O que eu vou falar hoje são minhas opiniões pessoais enquanto leitora e fã da série, mas que também tenta olhar com uma visão crítica o livro como um todo, mas não vejo necessidade de ser imparcial quanto a isso, opinião pessoal é algo muito singular.

Mare me irritou no segundo volume, toda sua prepotência, egoísmo e sua visão egocêntrica enquanto tantas coisas aconteciam no seu universo me fizeram tomar uma certa raiva de nossa protagonista, mas nesse livro Victoria tentou redimi-la. Presa, oprimida, usada, de diversas formas, ela teve bastante tempo consigo mesma pra se arrepender de todos os seus erros e pensar bastante sobre suas atitudes. A garota elétrica foi quebrada aos poucos nesse livro que foi um verdadeiro jogo psicológico com ela e com o leitor que se vê tão envolvido na trama! Vi muitas pessoas achando a primeira parte lenta, eu pelo contrário engoli 50% do livro com um sentada, tamanha minha ansiedade.

Mas esse é o livro do Maven! Um personagem que gerou tanto ódio nos nossos corações nos livros anteriores, teve finalmente o seu papel de destaque e que papel! Tive medo que a autora o descaracteriza-se, mas não, ele se mostra o mesmo assassino, frio e calculista, manipulador e ambicioso de sempre, e conhecendo a fundo esse personagem podemos finalmente odia-lo apropriadamente, assim como Mare. Victoria construiu um vilão incrível, ao mesmo tempo detestável e ao mesmo tempo tão humano, quase a ponto de nos gerar compaixão. Seus sentimentos deturpados com relação a Mare são gradualmente mostrados e sua maldade trazida a tona de uma forma crua que nos faz ansiar por conhecer mais dele e saber qual será seu próximo e astucioso passo.


Enquanto Mare está presa nos joguinhos psicológicos de Maven, a autora criou uma forma dinâmica de nos mostrar mais da história, e aqui temos duas novas personagens narrando outros núcleos, Cameron e Evangeline, isso trouxe outros posicionamentos para a trama, e levou o leitor a conhecer outros detalhes a fora da protagonista. Evangeline foi sem dúvidas a grande surpresa! A prateada que todos nós odiamos por defender a todo custo seu povo, nos mostra aqui sua força e determinação, descobrimos como funciona melhor o sistema social e qual o papel das famílias prateadas irão desempenhar na revolução que vem por aí. 


Cal infelizmente deixou muito a desejar nesse livro, e nisso a autora me decepcionou, ele era um personagem muito mais forte e determinado, e quando se viu sob pressão ele acabou cedendo muito, eu esperava mais da personalidade dele, principalmente por ser o meu ship! O romance continua ganhando outros tons aqui, e gostei da forma como a autora o abordou sem colocar em primeiro plano. Nesse volume veremos diversos conflitos internos enquanto o mundo está em guerra, armações políticas, traições e conflitos dão o tom a essa história que é muito mais focada nas políticas do reino e nas guerras prestes a eclodir, enquanto isso Mare tenta escapar e Victoria Aveyard trabalha a humanidade de seus personagens vivendo tantos conflitos.
"Na prisão de Maven, fiquei desesperada. Definhei. Contei os dias e desejei um fim, não importava qual. Mas tive esperança. Tola e irracional. As vezes uma faísca solitária, as vezes uma chama. Também parecia impossível. Exatamente como o caminho que temos pela frente, passando pela guerra e pela revolução. Todos poderemos morrer nos dias que virão. Podemos ser traídos. Ou podemos vencer."
Com um final avassalador e de tirar o fôlego, a autora mais uma vez nos deixa na incerteza de como irão se desenrolar os próximos capítulos dessa série que conquistou meu coração e que me deixa mais apreensiva a cada novo livro, e que venha o próximo!

Sobre a Série:

No Brasil os livros são publicados pela Editora Seguinte, selo da Cia das Letras, até o momento sabemos que teremos mais um livro apenas, mas sem confirmações já que a autora estendeu um pouco a série, esse livro deve sair em 2018.

Coroa Cruel contém dois contos da série, "A Canção da Rainha e "Cicatrizes de Aço", devem ser lidos após o primeiro volume "A Rainha Vermelha".

A Canção da Rainha narra a história da mãe de Cal, a rainha Coriane, e como as tramas e intrigas pelo trono levaram a rainha Elara a assassiná-la. Conhecemos alguns segredos sobre a família de Cal que fazem sentido em Espada de Vidro.


Cicatrizes de Aço é focado em Farley, a capitã da Guarda Escarlate e qual é sua relação com a revolução. Aqui podemos compreender melhor como funciona o sistema dos rebeldes e saber mais sobre essa personagem que é muito importante no decorrer dos outros livros.

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