Resenha: Frozen [Mundo de Gelo, Coração de Fogo #1] - Melissa De La Cruz

sábado, 16 de julho de 2016


Título: Frozen [Mundo de Gelo, Coração de Fogo #1]
Autor(a): Melissa De La Cruz e Michael Johnston
Classificação: 4.0 (Skoob)
Páginas: 308
Editora: Bertrand
Gênero: Young Adult, Fantasia, Distopia


O mundo sofreu um grande colapso e acabou! O planeta Terra como era conhecido não existe mais. Após grandes guerras físicas e tecnológicas, acumulo de lixos e toxinas, destruição da maior parte da camada de ozônio e da natureza, o planeta sofreu com grandes abalos e inundações e entrou numa era do gelo, tudo está congelado e quase não restam esperanças.  Não existe mais água pura para alimentar a população sobrevivente, os oceanos estão completamente poluídos com montanhas de lixo das cidades que foram destruídas nas inundações e por isso os continentes e países foram re-divididos. Nova Vegas é uma das poucas cidades existentes nos EUA agora, a antiga Las Vegas foi destruída, e o pouco que restou foi graças ao deserto que a cercava, e o deserto que a cerca agora é coberto de gelo. O governo oprime a população, eles trabalham como escravos para conseguir água e comida o suficiente para não morrer, além disso não podem deixar a cidade que está cercada pelos soldados, principalmente se você for um dos Marcados.

Nat é uma crupiê, ela trabalha distribuindo cartas nas mesas dos cassinos da cidade, lugar onde os que ainda possuem alguma coisa fazem trocas e tentam a sorte de conseguir a nova moeda do mundo: créditos de calor. Tudo que a garota tem é a certeza que precisa juntar algum dinheiro se quiser sair dali, sendo uma Marcada Nat se esconde completamente dos humanos e principalmente do governo. Os Marcados possuem a aparência de um humano normal, mas possuem certos poderes especiais, como controle da mente e telecinesia, entre outros, não se sabe exatamente de onde vieram, mas eles são temidos, e quando descobertos são presos ou mortos. Uma voz ressoa na mente de Nat, que a tem guiado e feito com que ela mantenha a esperança, ela sabe exatamente para onde vai quando conseguir fugir, o Azul, um mundo místico e lendário que poucos conhecem o caminho, mas é onde seu coração a tem guiado e para isso ela vai contar com a ajuda do contrabandista Wes, e eles vão embarcar numa aventura de tirar o fôlego.



Tinha grandes expectativas desde que li a sinopse do livro, entretanto me enganei acreditando que tinha alguma relação com o Frozen da Disney, não espere uma releitura, não tem nenhuma relação mesmo. A dupla de autores investiu num universo distópico que tinha muito para oferecer, mas acredito que tenha se perdido um pouco acrescentando tantos elementos e deixando a história um pouco confusa. Na medida do possível, o livro supriu as expectativas, mas deixou questões abertas que quero muito desvendar ainda.


Nat foi uma protagonista interessante, mas como o livro foi narrado em terceira pessoa, não consegui estabelecer uma relação muito grande com a personagem e achei que a interação dela com os outros foi bastante superficial, até mesmo no romance. Durante a maior parte da história, ela não sabe exatamente de onde veio, e nem como manipular seus poderes, ela perdeu suas memórias da infância e agora se guia pela voz que ressoa em sua mente, dizendo que ela precisa encontrar o Azul. Com as suas inseguranças e sozinha num mundo completamente destruído, consegui entender bem as fraquezas dela, mas senti uma falta de evolução e crescimento ao longo da trama.

Wes foi um personagem encantador desde o começo, com sua atitude e sarcasmo, ele é o tipico playboy previsivelmente heroico do gênero, e o romance que tinha tudo para agradar muito, acabou sendo abordado de forma superficial como eu citei, então deixou bastante a desejar. Alguns outros personagens trouxeram um tom interessante ao livro, mas nada extremamente impactante.

O começo do livro foi muito bom e prendeu, logo que descobrimos esse universo futurista ficamos interessados pelos mistérios que cercam Nat e são aos poucos revelados, mas acredito que os autores se perderam a partir do momento que os personagens iniciam sua jornada em busca do Azul, a leitura ficou muito lenta e até um pouco infantilizada, fiquei aguardando uma grande reviravolta que me empolgasse mas não aconteceu, apesar de alguns percalços no caminho o livro se manteve linearmente monótono, o que me fez perder o ânimo do começo. 

A parte onde desvendamos os mistérios da fantasia ficou carregada e sem sentido, acredito que na tentativa de fazerem relação com os livros de O Senhor dos Anéis, eles falharam muito e recriaram de uma forma malfeita. Gostei mais da parte distópica, e se tivessem investido mais nisso e nos conceitos políticos a trama teria muito a ganhar. O final foi diferente mas previsível, as decisões dos personagens me agradaram, e várias questões já ficaram em aberto deixando gancho para os próximos livros que eu espero mesmo que sejam explicadas.

Em suma, o livro tem seus altos e baixos, mas recomendo para quem gosta dos gêneros, mas procura uma história bem leve, que espero muito que cresça nos próximos volumes.

Sobre a Série:
A Trilogia está sendo publicada pela Bertrand, selo do Grupo Editorial Record, e o último livro foi lançado lá fora em 2016. Ainda não temos previsão de lançamento por aqui, confira as capas internacionais.

  

6 comentários :

  1. OI, Carla! Tudo bem?

    Interessante sua resenha...
    Pode ser que eu leia, mas como o livro não fluiu tão bem contigo, é provável que não consiga sentir algo diferente... Mas quem sabe... ;)

    PS: As capas originais são TOPS! Uau!

    Beijos,
    Danny
    www.irmaoslivreiros.com

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  2. Oi, Carla!

    Eu achei que o livro era algo totalmente distópico e não fazia ideia que tinha uma mistura de fantasia também.
    Achei interessante. Uma pena que tenha esses altos e baixos ao longo da leitura, mas às vezes a continuação melhora e faz valer a pena, né?

    Ficarei de olho no livro para o futuro. ;)

    Bjs

    http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br

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  3. Oi, Carla! Desanimei completamente da leitura com a sua resenha! Também achava que seria de alguma forma relacionado com o Frozen da Disney, e não tenho muita paciência para narrativas lentas... Acho que eu passo!
    Gislaine | Paraíso da Leitura

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  4. Oi, Carla!
    Pela capa e sinopse acabei criando muita expectativa para o livro, mas conforme você foi explicando fui me desinteressando... Além do fato de ser contado em terceira pessoa que tbm não é da minha preferencia. Mas, talvez eu de uma chance ao livro para tirar minhas próprias conclusões...
    Adorei seu blog e resenha, beijos!

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Oi Carla!
    Distopia é o meu gênero favorito. E por isso, quando ouço falar de algum livro do gênero, eu fico esperando uma história fod**tica, mas não foi isso que eu senti nesse livro.
    Não sei se é eu que to meio chata ou exigente ultimamente hahaha Mas pra mim nada me conquistou. A premissa eu achei meio fraquinha e quando você falou que é em terceira pessoa... PUFF!
    Claro que para saber e tirar as próprias conclusões é preciso ler antes. Mas não sinto aqueeeela vontade.
    Beijos

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